Frenesi

(Escrito em: 26 de Março de 2025)

Vozes que anseiam por desejo,
Entrelaçam maneiras e devaneios.
Tentativas de encontrar abrigo,
Ainda que seja breve e desfocada,
Que busque sossego ou explosão,
Mas muito mais, a distração,
Para viver um recorte único.

O deslumbre de sentir-se vivo,
Palpitando energia ao ápice.
Quanto mais durar esse instante,
Será cada vez mais viciante,
Achar o próximo momento, ardor,
Viver sem tal sintonia, intragável.

Inquietude que mora na sombra,
Sente-se aqui, ao brinde, obrigo,
Já não tenho medo de seu olhar,
Sequer clamo seu íntimo cinismo,
Apenas aprendi a viver consigo.