(Escrito em: 17 de julho de 2026)
Trêmulo qualquer, apoia-se em feridas;
Camufla-se em sua sombra e desmonta.
Esvai em vida, porém não demonstra
Suas ambições, agora tão preteridas.
Febril, ainda perambula em labirintos;
Foge da morte ainda sem compreensão.
Contém a potência num efêmero infinito
Em dissabor pelo mel e pela desilusão.
Sem uma sina, responde aos instintos,
Sequer identifica uma verdade íntima.
Não se apresenta como herói ou vítima,
Sem alento ou encanto, sente-se distinto.
Sonha separar o fardo de sua identidade,
Tornando-se solto do mal que se impôs.
Então implode em interminável brevidade,
Não vendo sentido na melodia que compôs.


