{"id":1116,"date":"2020-05-01T10:15:28","date_gmt":"2020-05-01T13:15:28","guid":{"rendered":"https:\/\/christianassis.com\/blog\/?p=1116"},"modified":"2020-05-05T12:22:32","modified_gmt":"2020-05-05T15:22:32","slug":"quem-criou-o-bem-e-o-mal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/christianassis.com\/blog\/2020\/05\/01\/quem-criou-o-bem-e-o-mal\/","title":{"rendered":"Quem Criou o Bem e o Mal?"},"content":{"rendered":"\n<p>(Escrito na data de postagem)<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos sempre atribuindo valores \u00e0s coisas.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>&#8220;Fulano de tal \u00e9 uma boa pessoa&#8221;;<\/li><li>&#8220;Voc\u00ea deve seguir os mandamentos de Deus, pois representam o bem&#8221;;<\/li><li>&#8220;A maldade \u00e9 um tipo de correspond\u00eancia que acaba sempre voltando para o remetente&#8221;;<\/li><li>&#8220;A mentira \u00e9 a maldade retratada&#8221;;<\/li><li>&#8220;Fa\u00e7a o bem sem olhar a quem&#8221;.<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Frases como as ditas acima s\u00e3o facilmente identificadas em palavras cotidianas. Por\u00e9m, j\u00e1 lhe passou na cabe\u00e7a, em algum momento, que determinados valores podem estar invertidos? Que coisas boas s\u00e3o na verdade ruins em outro ponto de vista? Que diversas decis\u00f5es envolvem consequ\u00eancias negativas e positivas? Pois bem, talvez essa verdade dicot\u00f4mica n\u00e3o seja t\u00e3o verdadeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Na orelha do livro &#8220;Os Pensadores: Russell&#8221; da editora abril de 1978 h\u00e1 a seguinte linha de racioc\u00ednio de Bertrand:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;<em>\u00c9 \u00f3bvio que n\u00e3o existe um dualismo entre fatos verdadeiros e falsos; existem \u00fanica e exclusivamente fatos. Seria um erro, obviamente, dizer que todos os fatos s\u00e3o verdadeiros. Seria um erro porque verdadeiro e falso s\u00e3o correlativos, e somente dir\u00edamos de uma coisa que ela era verdadeira se fosse a esp\u00e9cie de coisa que poderia ser falsa. Um fato n\u00e3o pode ser nem verdadeiro nem falso.<\/em>&#8220;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse pensamento exposto acima faz parte do livro &#8220;L\u00f3gica e Conhecimento (Ensaios 1901 &#8211; 1950)&#8221; do escritor Bertrand Russell. O autor foi um grande l\u00f3gico e matem\u00e1tico, al\u00e9m de fil\u00f3sofo, uma das conclus\u00f5es que fez ap\u00f3s d\u00e9cadas de estudos envolvendo estas \u00e1reas \u00e9 que n\u00e3o conseguimos sustentar uma veracidade sobre um fato, um fato apenas \u00e9, n\u00e3o pode ser bom ou ruim. <\/p>\n\n\n\n<p>Nietzsche diria que &#8220;<em>N\u00e3o existem fatos, apenas interpreta\u00e7\u00f5es<\/em>&#8220;, n\u00e3o h\u00e1 como concretizar algo como fato se cada pessoa tem uma vis\u00e3o, e portanto, uma interpreta\u00e7\u00e3o diferente sobre o ocorrido. <\/p>\n\n\n\n<p>Para George Orwell &#8220;A Hist\u00f3ria \u00e9 escrita por vencedores&#8221;, o que faz sentido analisando o ponto de vista de Nietzsche, j\u00e1 que vencedores expressam seus pontos de vista, modificando aquilo que lhes conv\u00e9m para benef\u00edcio alheio. <\/p>\n\n\n\n<p>Se entendermos que um fato s\u00f3 existe se <strong>n\u00e3o houver um sujeito para interpret\u00e1-lo<\/strong>, pois assim, n\u00e3o haveria relativiza\u00e7\u00e3o sobre ele, n\u00e3o haveria como modific\u00e1-lo, n\u00e3o haveria como mold\u00e1-lo, seria ele por si s\u00f3. Conseguimos notar que n\u00e3o h\u00e1 como existir um fato compreens\u00edvel ao ser humano, j\u00e1 que para um ser humano entender um fato ele j\u00e1 o corromperia ao tentar interpret\u00e1-lo. O fato deixa de ser fato e passa a ser uma interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um fato s\u00f3 \u00e9 fato se n\u00e3o for poss\u00edvel corromp\u00ea-lo. <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Parece meio confuso e at\u00e9 pode ser, mas prossigamos. Se neste pensamento que constru\u00edmos at\u00e9 aqui notamos que n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de haver fatos que possamos retratar e entender, o que restaria existir ent\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A reposta \u00e9: temos interpreta\u00e7\u00f5es sobre o que julgamos, assim constru\u00edmos valores morais. Nietzsche prop\u00f5em em sua filosofia uma cr\u00edtica aos valores morais, colocando em questionamento o <strong>valor dos valores morais<\/strong>. Pois bem, quando foram criados esses valores que hoje tomamos por concretos? <\/p>\n\n\n\n<p>O bem e o mal, segundo Nietzsche at\u00e9 ent\u00e3o nunca haviam sido questionados. Os valores de bem e de mal, ao menos desde Plat\u00e3o, tinham sua legitimidade em outro mundo, atrav\u00e9s da metaf\u00edsica. Este mundo transcendente (inexistente e que como ideia tornou-se um c\u00e2ncer para a humanidade) seria um mundo ideal, diferente do nosso mundo que seria corrupt\u00edvel, cria-se uma duplicidade de mundos. Na vis\u00e3o de Plat\u00e3o o <strong>Mundo das Ideias<\/strong> seria este mundo essencial, um mundo que comporta o belo, o verdadeiro, o eterno, a perfei\u00e7\u00e3o, o bem. Para Nietzsche esta legitimidade em que este outro mundo sustenta valores t\u00e3o admir\u00e1veis n\u00e3o passa de uma inven\u00e7\u00e3o, uma fic\u00e7\u00e3o, algo que duplica nosso mundo e tira o que h\u00e1 de puro nele. <\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, para que os valores sejam o aquilo que conhecemos hoje, houve algu\u00e9m que os delimitou. Nalgum momento os valores surgiram, e neste momento, foram gerados a partir da perspectiva de seus criadores. Logo a perspectiva avaliadora do sujeito neste momento passa a ser considerada um valor. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cdn.pensador.com\/img\/frase\/fr\/ie\/friedrich_nietzsche_ha_uma_exuberancia_na_bondade_que_p_lx4elgk.jpg\" alt=\"H\u00e1 uma exuber\u00e2ncia na bondade que parece ser maldade.... Frase de Friedrich Nietzsche.\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>H\u00e1 sempre uma tend\u00eancia a acreditarmos que o valor de &#8220;bem&#8221; seja superior ao valor de &#8220;mal&#8221;. Estamos acostumados a postularmo-nos como seres do bem. Nietzsche atrav\u00e9s de seus estudos chega \u00e0 conclus\u00e3o que existem <strong>duas perspectivas avaliadoras: a dos nobres e a dos fracos.<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>O nobre num primeiro momento cria o valor bom, logo atribu\u00eddo a si pr\u00f3prio. Em contraste aquilo que a perspectiva avaliadora nobre cria para si, tamb\u00e9m cria o inverso, o ruim, passando esta vis\u00e3o aos fracos. <\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 por outro lado a perspectiva avaliadora dos fracos come\u00e7a criando o valor mal, designando justamente aos nobres. Logo, se os nobres s\u00e3o maus, ent\u00e3o os fracos veem a si mesmos, como bons, o valor de bondade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, neste momento, percebamos que h\u00e1 uma moral dos nobres e uma moral dos fracos. A moral dos fortes e a dos coitados. Esta moral vista como perspectiva avaliadora. Com isso, Nietzsche prop\u00f5e que o valor &#8220;bem&#8221;, daqueles que s\u00e3o nobres, n\u00e3o pode ser o mesmo daqueles que s\u00e3o fracos, j\u00e1 que foram criados em morais opostas. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>O valor de maldade que \u00e9 proposto pelos fracos nada mais \u00e9 que a bondade proposta pelos nobres. <\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>O valor de bondade criado pelos nobres, contrap\u00f5e-se ao valor de maldade, criado de forma reacion\u00e1ria pelos fracos. A moral dos coitados surge da invers\u00e3o dos valores dos fortes. Logo os ressentidos n\u00e3o criam seus valores, apenas contrap\u00f5em os valores que foram criados pelos grandiosos. Se h\u00e1 uma rea\u00e7\u00e3o dos fracos \u00e0 moral dos fortes, de forma l\u00f3gica, Nietzsche conclui que a moral dos coitados \u00e9 posterior a dos nobres. <\/p>\n\n\n\n<p>Se come\u00e7armos a pensar que a moral dos fortes ou a moral dos fracos \u00e9 melhor uma que a outra, ca\u00edmos no mesmo problema. Passamos a moldar nossa perspectiva avaliadora \u00e0 pr\u00f3pria moral escolhida. Ent\u00e3o Nietzsche prop\u00f5e uma avalia\u00e7\u00e3o sobre a perspectiva avaliadora, onde haja um crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o que n\u00e3o fa\u00e7a cair num c\u00edrculo vicioso e se enquadrar em uma das perspectivas. O \u00fanico crit\u00e9rio de avalia\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, nestas condi\u00e7\u00f5es, e que se imp\u00f5e por si mesmo, \u00e9 a <strong>vida<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p> A ideia que Nietzsche prop\u00f5e \u00e9 que o valor da vida n\u00e3o pode ser avaliado. O ser por si s\u00f3 n\u00e3o pode avaliar o valor da vida por, justamente, a estar vivendo. Ent\u00e3o para algo ser avaliado, deve-se levar em considera\u00e7\u00e3o, o quanto este algo contribuiu para a expandir a vida ou para degener\u00e1-la.  Assim, qualquer item pode ser avaliado, desde um acontecimento hist\u00f3rico, uma ci\u00eancia, uma obra, uma teoria, etc, etc, etc.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Quanto a iluminismo contribuiu ao valor da vida em expans\u00e3o e degenera\u00e7\u00e3o?<\/li><li>Qual a avalia\u00e7\u00e3o da descoberta do fogo em rela\u00e7\u00e3o ao valor da vida em expans\u00e3o e degenera\u00e7\u00e3o?<\/li><li>Qu\u00e3o valoroso fora a cria\u00e7\u00e3o da Teoria das Ideias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida em seu valor em expans\u00e3o e degenera\u00e7\u00e3o?<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Perguntas como estas s\u00e3o exemplos de como deveriam ser feitas as avalia\u00e7\u00f5es usando o \u00fanico valor que se imp\u00f5e nele mesmo, o valor da vida. Quanto algo avaliado \u00e9 sintoma de exuber\u00e2ncia e decad\u00eancia \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, cabe o questionamento de qual seria o entendimento de Nietzsche pela vida. Vida segundo Nietzsche \u00e9 a express\u00e3o da <strong>Vontade de Pot\u00eancia<\/strong> do ser vivo, a vontade org\u00e2nica de qualquer ser vivo de querer. Todo ser vivo como um conjunto complexo, de mente e de corpo, que trabalha de forma \u00fanica, ser este que deseja mais Vontade de Pot\u00eancia, quer mais expans\u00e3o, quer mais ascens\u00e3o, quer mais vida. Quanto maior a resist\u00eancia que o ser vivo encontra, maior o est\u00edmulo para super\u00e1-la, logo maior express\u00e3o de Vontade de Pot\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p>Assim, come\u00e7amos a pensar muito Al\u00e9m do Bem e do Mal. <\/p>\n\n\n\n<p>____________________ <\/p>\n\n\n\n<p>A aula abaixo dada por Scarlett Marton, especialista em Nietzsche, ajudou muito na escrita deste texto, deixo o v\u00eddeo na \u00edntegra para aqueles mais interessados em se aprofundar ao tema. O v\u00eddeo apontar\u00e1 os caminhos para adentrar as ideias de Nietzsche.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<span class=\"embed-youtube\" style=\"text-align:center; display: block;\"><iframe loading=\"lazy\" class=\"youtube-player\" width=\"1100\" height=\"619\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bf6zI4PmhrI?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent\" allowfullscreen=\"true\" style=\"border:0;\" sandbox=\"allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox\"><\/iframe><\/span>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Escrito na data de postagem) Estamos sempre atribuindo valores \u00e0s coisas. &#8220;Fulano de tal \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1121,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[25],"tags":[211,151,83,212,210,208,209,186],"class_list":["post-1116","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reflexoes","tag-bem","tag-duplicidades","tag-filosofia","tag-mal","tag-mentira","tag-nietzsche","tag-russell","tag-verdade","entry","grid"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Quem Criou o Bem e o Mal? 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